sexta-feira, 20 de junho de 2008

Crianças dos EUA, Malta e Portugal são as que revelam maior excesso de peso

"Estados Unidos, Malta e Portugal são os três países de um conjunto de 41 analisados por um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) onde as crianças com onze anos revelam maior excesso de peso.

Os dados hoje divulgados inserem-se num relatório sobre as desigualdades na saúde dos jovens que inquiriu mais de 200 mil crianças e jovens com 11, 13 e 15 anos em 41 países. Do total de jovens inquiridos em 2006, 3.919 são portugueses (1.886 rapazes e 2.025 raparigas).
(...)Portugal surge em terceiro lugar quando a análise incide nas crianças com onze anos. O estudo revela que 22 por cento das raparigas e 25 por cento dos rapazes têm excesso de peso. Já no grupo etário dos 13 anos Portugal desce para a 10ª posição, com 13 por cento de raparigas e 18 por cento dos rapazes a revelarem excesso de peso. No entanto, quando a análise incide nos jovens com 15 anos Portugal volta a subir para o sexto lugar: 13 por cento das raparigas e 22 por cento dos rapazes revelam peso a mais.
Os adolescentes inquiridos indicaram a sua altura e peso (sem sapatos), tendo depois sido calculado o índice de massa corporal. Segundo o relatório, os rapazes de onze anos têm mais tendência a ter excesso de peso do que as raparigas em metade dos países analisados e, na maioria dos países, nas idades dos 13 e 15 anos.
A crescente obesidade infantil levou já a Europa a lançar estratégias de combate. Segundo dados de Bruxelas, há 22 milhões de crianças com excesso de peso ou obesidade na União Europeia, sendo que a progressão é estimada em mais 400 mil de ano para ano. Estas crianças têm maior risco de vir a sofrer de doenças como a diabetes, problemas de fígado e cardíacos, hipertensão e acidentes vasculares cerebrais.

O relatório internacional hoje apresentado num evento conjunto da OMS/HBSC (Rede Europeia "Health Behaviour in School-aged Children”), na Escócia, é o quarto sobre os comportamentos saudáveis das crianças em idade escolar com 11, 13 e 15 anos.

Incidindo sobre desigualdades na saúde, o trabalho aborda as dimensões de género, idade, geográficas e sócio-económicas dos jovens de 41 países. O objectivo do relatório é revelar onde estão as desigualdades para informar e melhorar a saúde para todos os jovens."


De facto as crianças devem ser os principais alvos das estratégias de prevenção da obesidade, isto porque as crianças podem ser consideradas como indivíduos particularmente em risco pelo simples facto de serem intelectual e emocionalmente mais imaturas, tornando-se por isso mais susceptíveis a influências do ambiente e da publicidade que hoje em dia se tornou mais agressiva no que toca a produtos alimentares ricos em açúcares e pobres em nutrientes essenciais.
As crianças estão igualmente numa fase crítica de aquisição de conhecimentos e comportamentos que se vão sedimentar na vida adulta, pelo que cabe à sociedade e aos educadores garantir o melhor ambiente para o desenvolvimento saudável das crianças

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