Na página mídia e marketing (Brasil) vem uma notícia (de 04 de Julho) que refere o consenso de Pais e associações no que respeita à regulamentação e consequente proibição da publicidade para crianças, materializada num proposta de um deputado que pode ser descrita como “Um projeto de lei, que aguarda votação na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara de Deputados, sugere o fim da publicidade de produtos voltados para crianças. A proposta de alteração no Código de Defesa do Consumidor, de autoria do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), faz coro com pais e representantes de entidades ligadas à infância e à adolescência que vêem na propaganda uma forma de oportunismo, que se aproveitaria da inocência deste público.”
Não será perigoso o caminho da proibição e negação da publicidade?
À partida nesta “sociedade de consumo” em que todos vivemos, a alguma altura na nossa vida vamos ter que lidar com impulsos consumistas que podem ou não ser gerados por factores externos (nomeadamente publicidade) – mas não será a proibição da publicidade um caminho radical?
Numa altura em que a literacia dos meios impera e se torna fulcral na vida destes pequenos grandes consumidores, não seria mais interessante apostar no ensino e na desmontagem da publicidade, seus propósitos e fins?
Muitas vezes subestimamos as crianças e achamo-las mais ingénuas do que aquilo que são – crianças com bases são crianças informadas que certamente saberão ou poderão fazer melhor a destrinça entre o que é importante ou não e esse pode ser também um caminho…
Regulamentar e controlar sim, proibir parece excessivo...